Lugar de mulher...
Segundo
estudos sobre mulheres, um grande número delas confirma já ter
sido vítima, em algum momento de sua
vida, de alguma forma de violência física como exemplo, ameaças com armas, agressões , violência
psíquica, assédio sexual, etc.
Esses
dados assinalam a precisão em contestarmos de maneira mais arraigada, as discussões
de gênero e sexualidade principalmente na escola. É na escola que estamos tentando
formar cidadãos dignos, aptos a não apanhar e principalmente não bater. É na
escola que estamos tentando formar pessoas que deverão ter respeito ao próximo
independente de etnia, religião sexo... É na escola que devemos aprender que
ser diferente deve ser normal.
Vivemos
em uma sociedade que exclui racialmente e mascara-se pela lenda do democratismo
racial. Necessitamos da implementação de políticas sociais realmente inclusivas, uma vez que se verifica que hoje em dia, em diversos
setores da sociedade, a mulher ainda é estereotipada de maneira negativa. Modelo
disso são os múltiplos papéis determinados socialmente como o de que lugar
da mulher é na cozinha, lugar de negra é na minha cozinha...
A distinção de gênero e raça é edificada de acordo com diferentes padrões de
hierarquização da mulher. A mulher sofre duas vezes a discriminação, principalmente
por ser negra pobre e principalmente mulher.
Carecemos
apreender porque razão algumas classes estão mais sujeitas ao trabalho pesado,
recebendo salários menores com escolaridade baixa. Na maioria das vezes os
chamados movimentos sociais são um meio mais eficaz de combate a esse tipo de
abuso. Deve-se entender esses movimentos como um fenômeno de transformação da
sociedade. Eles nascem como via de fortalecimento de certos grupos que se encontram
à margem na sociedade. Ou seja, as mulheres continuam à margem do mercado e quando
entram no mercado de trabalho, as mulheres o fazem em desvantagem em relação
aos homens, por causa das considerações de gênero que condicionam a divisão
sexual do trabalho.
Entendemos que a partir dos anos 80 os movimentos sociais
lutaram pela conquista de direitos civis e políticos e atualmente é inegável a
importância das ações afirmativas, recentemente propostas a fim de estimular a
discussão sobre o preconceito, nunca francamente afrontado pela sociedade
brasileira.

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