quarta-feira, 19 de setembro de 2012




Lugar de mulher...

Segundo estudos sobre mulheres, um grande número delas confirma já  ter  sido vítima,  em  algum momento de  sua  vida, de alguma forma de violência física como exemplo,  ameaças com armas, agressões , violência psíquica,  assédio sexual, etc.
Esses dados assinalam a precisão em contestarmos de maneira mais arraigada, as discussões de gênero e sexualidade principalmente na escola. É na escola que estamos tentando formar cidadãos dignos, aptos a não apanhar e principalmente não bater. É na escola que estamos tentando formar pessoas que deverão ter respeito ao próximo independente de etnia, religião sexo... É na escola que devemos aprender que ser diferente deve ser normal. 
Vivemos em uma sociedade que exclui racialmente e mascara-se pela lenda do democratismo racial. Necessitamos da implementação de políticas sociais realmente inclusivas, uma vez que se verifica que hoje em dia, em diversos setores da sociedade, a mulher ainda é estereotipada de maneira negativa. Modelo disso são os múltiplos papéis determinados socialmente como o de que lugar da mulher é na cozinha, lugar de negra é na minha cozinha... A distinção de gênero e raça é edificada de acordo com diferentes padrões de hierarquização da mulher. A mulher sofre duas vezes a discriminação, principalmente por ser negra pobre e principalmente mulher.
Carecemos apreender porque razão algumas classes estão mais sujeitas ao trabalho pesado, recebendo salários menores com escolaridade baixa. Na maioria das vezes os chamados movimentos sociais são um meio mais eficaz de combate a esse tipo de abuso. Deve-se entender esses movimentos como um fenômeno de transformação da sociedade. Eles nascem como via de fortalecimento de certos grupos que se encontram à margem na sociedade. Ou seja, as mulheres continuam à margem do mercado e quando entram no mercado de trabalho, as mulheres o fazem em desvantagem em relação aos homens, por causa das considerações de gênero que condicionam a divisão sexual do trabalho.
Entendemos que a partir dos anos 80 os movimentos sociais lutaram pela conquista de direitos civis e políticos e atualmente é inegável a importância das ações afirmativas, recentemente propostas a fim de estimular a discussão sobre o preconceito, nunca francamente afrontado pela sociedade brasileira.

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