segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Por: Ana Valéria Lucena Lima Assunção.

 


É importante refletir sobre o lento processo de inclusão de alunos do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional de escolas públicas em Universidades, tentando dessa forma, reparar problemas pertinentes às dificuldades de aprendizagem e o desempenho destes no vestibular, e porque não na sua autoestima.

Sabe-se que a incorporação do aluno de escola pública em universidades também públicas vem sendo matéria de especulação em diversas pesquisas, uma vez que a Constituição Brasileira determina que se estabeleçam Plano de Metas para integração social, étnica e racial e que contemple, dentre outras medidas, cotas de ingresso diferenciado para egressos de escolas públicas.

As discussões sobre o vestibular atualmente nas escolas estaduais que disponibilizam o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional giram em torno de uma concepção de educação impossível para a maioria dos alunos que estão concluindo esta modalidade, muito embora o direito à educação de qualidade para todos seja garantido pela Constituição Federal, percebe-se, todavia, que se trata de uma questão de baixa autoestima destes alunos, que em poucos momentos vislumbram a possibilidade de ingressar na Universidade.

Atualmente, as relações entre aprendizagem e autoestima constituem um dos mais atuais e importantes problemas Educacional e da Psicopedagogia, que continuam sem serem explicados convincentemente por qualquer modelo teórico. Todavia, entendemos que a dinâmica da autoestima revela-se como um fator significativo no contexto educacional e, particularmente, relevante no presente e no futuro dos discentes em termos de um desenvolvimento psicológico e social.

Compreende-se, entretanto que a realidade das escolas estaduais em todo o Brasil que trabalham com Ensino Médio Integrado à Educação Profissional está extremamente desgastada.  Os alunos destes centros não dispõem do mínimo necessário (o estágio deficitário, por exemplo) para exercer a sua qualificação enquanto técnico e em contrapartida direcionam-se para um quadro de acomodação em relação ao vestibular, colocando-o em segundo plano na sua vida escolar.

Surge então a seguinte inquietação: O que desmotiva o aluno dos cursos técnicos e quais as suas percepções sobre o ingresso em uma universidade? O que Estado pode fazer para mudar essa realidade?


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