Por:
Ana
Valéria Lucena Lima Assunção.
É
importante refletir sobre o lento processo de inclusão de alunos do Ensino
Médio Integrado à Educação Profissional de escolas públicas em Universidades,
tentando dessa forma, reparar problemas pertinentes às dificuldades de aprendizagem
e o desempenho destes no vestibular, e porque não na sua autoestima.
Sabe-se
que a incorporação do aluno de escola pública em universidades também públicas
vem sendo matéria de especulação em diversas pesquisas, uma vez que a
Constituição Brasileira determina que se estabeleçam Plano de Metas para
integração social, étnica e racial e que contemple, dentre outras medidas,
cotas de ingresso diferenciado para egressos de escolas públicas.
As
discussões sobre o vestibular atualmente nas escolas estaduais que
disponibilizam o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional giram em torno
de uma concepção de educação impossível para a maioria dos alunos que estão
concluindo esta modalidade, muito embora o direito à educação de qualidade para
todos seja garantido pela Constituição Federal, percebe-se, todavia, que se
trata de uma questão de baixa autoestima destes alunos, que em poucos momentos
vislumbram a possibilidade de ingressar na Universidade.
Atualmente,
as relações entre aprendizagem e autoestima constituem um dos mais atuais e
importantes problemas Educacional e da Psicopedagogia, que continuam sem serem
explicados convincentemente por qualquer modelo teórico. Todavia, entendemos
que a dinâmica da autoestima revela-se como um fator significativo no contexto
educacional e, particularmente, relevante no presente e no futuro dos discentes
em termos de um desenvolvimento psicológico e social.
Compreende-se,
entretanto que a realidade das escolas estaduais em todo o Brasil que trabalham
com Ensino Médio Integrado à Educação Profissional está extremamente desgastada. Os alunos destes centros não dispõem do
mínimo necessário (o estágio deficitário, por exemplo) para exercer a sua
qualificação enquanto técnico e em contrapartida direcionam-se para um quadro
de acomodação em relação ao vestibular, colocando-o em segundo plano na sua
vida escolar.
Surge
então a seguinte inquietação: O que desmotiva o aluno dos cursos técnicos e
quais as suas percepções sobre o ingresso em uma universidade? O que Estado
pode fazer para mudar essa realidade?
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