A palavra
escola (Scholé, da palavra grega) no sentido estrito é o “lugar do ócio”, sendo
a assim, foi inicialmente pensada para os sujeitos que não participavam do
processo produtivo. Fazer a relação de mundo e escola faz-se necessária uma vez
que ambas estão interligadas, pois a escola surge desta relação. A escola que
conhecemos atualmente institucionalizou-se mediante as relações de trabalho. A
divisão de trabalho na sociedade pré-capitalista foi marco preponderante da escola,
quando o artesão inicia o processo de ensino aprendizagem através de seu
aprendiz, o camponês.
O
trabalho como produto humano promoveu ao longo da história relações sociais ora
harmônicas, ora conturbadas. O capitalismo foi fato determinante para que tais
envolvimentos sociais gerassem muitos conflitos.
Pensar
o meio escolar nesse momento é relacioná-lo a trabalho sendo, portanto ambos
inseparáveis. Torna-se interessante frisar que esta foi e é pensada para
privilegiar minorias elitistas.
O
mercado de trabalho do século XXI é resultado das relações capitalistas do
passado. O advento da globalização a partir do mercantilismo europeu acentuou
de forma massiva as diferenças sociais que já eram enormes.
A
escola teve então adequar-se às transformações do mercado de trabalho, ou seja,
ele dita as regras e a sociedade acompanha com suas limitações. O homem deve
ser capacitado sempre para a lógica do mercado imperialista e detentor dos
meios de produção.
Assim,
a educação escolar teria a função de auxiliar a construção e consolidação de
uma sociedade democrática:
O direito de todos à educação decorria
do tipo de sociedade correspondente aos interesses da nova classe que se
consolidara no poder: a burguesia. Para superar a situação de opressão, própria
do Antigo Regime e ascender a um tipo de sociedade fundada no contrato social
celebrado livremente entre os indivíduos eram necessário vencer a barreira da
ignorância... A escola é erigida, pois no grande instrumento para converter
súditos em cidadãos. (SAVIANI, 1991).
Como educar na medida em
que a família, a escola, as relações de trabalho mudaram? Os professores
precisam ser preparados para confrontar o grande desafio que é educar frente a
tantas transformações estando assim comprometido em produzir educação de qualidade.
Contudo evidencia-se uma crescente busca por avanços educacionais
na medida em que o Estado tem buscado progressos na qualificação profissional e
na aplicação de macro projetos e
programas educacionais.
Para Gadotti (2007) a
educação não pode nortear–se pelo padrão da empresa capitalista que enfatiza
somente a eficiência. Este modelo ignora o ser humano. Para este paradigma, o
ser humano funciona apenas como puro agente econômico, um “fator humano”. O ato
pedagógico é democrático por natureza, o ato empresarial orienta-se pela
“lógica do controle”. O neoliberalismo consegue naturalizar a desigualdade.
A expansão da educação
aconteceu no ambito quantitativo, ou seja, aumentaram o número de salas de aula
e de professsores, ao passo que o nível qualitativo não foi considerado, muito
embora, verifica-se que atualmente há uma preocupação crescente com o avanço na
qualidade da educação.
Pensar a escola no
contexto atual é pensar no local onde se
promova a justiça,a ciadadania e a igualdade e esse é o seu maior desafio.
Referências:
GADOTTI,
Moacir. A escola e o professor: Paulo
Freire e a paixão de .1. ed. – São Paulo : Publisher Brasil, 2007.
SAVIANI,
D. Escola e democracia. 24. ed. São
Paulo: Cortez, 1991.
